A ansiedade pós-parto envolve medo persistente, tensão ou pensamentos incessantes depois da chegada de um bebé. A depressão pós-parto está mais associada a humor em baixo ou perda de interesse. As duas experiências podem sobrepor-se, e só um profissional qualificado pode avaliar o que se passa. Se receia magoar-se ou magoar o bebé, ligue agora para o SNS 24, 808 24 24 24, opção 4, para aconselhamento psicológico disponível a qualquer hora. Se alguém estiver em perigo imediato, ligue 112.

Como se pode sentir a ansiedade pós-parto

Com ansiedade pós-parto, pode sentir que a sua mente procura constantemente o próximo perigo, mesmo quando o bebé está seguro. Talvez verifique repetidamente se ele respira, evite dormir porque sente que tem de estar alerta, procure que a tranquilizem ao longo do dia ou imagine acontecimentos assustadores que não quer que aconteçam.

Uma imagem indesejada não significa, por si só, que tencione agir. Ainda assim, os pormenores importam. Um profissional vai querer saber se o pensamento é indesejado, se receia agir de acordo com ele, se consegue cuidar de si e se se sente ligada à realidade. Se não tem a certeza de que consegue manter-se a si e ao bebé em segurança, procure ajuda urgente agora, em vez de esperar por uma resposta na internet.

Os sinais físicos podem incluir aperto no peito, náuseas, tremores, tensão no maxilar, agitação ou coração acelerado. Estes sintomas também podem ter causas médicas. Contacte o obstetra ou o médico de família em vez de presumir que a ansiedade explica um sintoma físico novo ou intenso.

Ansiedade pós-parto e depressão pós-parto

A diferença mais clara costuma estar no padrão dominante, mas não existe uma linha nítida que possa traçar em casa. A ansiedade tende a centrar-se no medo, no estado de alerta, nas verificações, na evitação e na dificuldade em descansar. A depressão pode envolver tristeza, apatia, desesperança, culpa, afastamento ou perda de interesse por coisas que habitualmente são importantes para si.

Ambas podem afetar a concentração, o sono, o apetite, as relações e a confiança para cuidar do bebé. A falta de sono também pode dificultar a compreensão do medo e do humor em baixo. Um teste de rastreio numa consulta de obstetrícia ou de medicina geral e familiar pode iniciar a conversa, mas o resultado não é um diagnóstico.

Conte ao profissional o que faz, concretamente. Por exemplo: «Verifico o intercomunicador do bebé durante toda a noite, não consigo dormir quando outro adulto está a cuidar do bebé e deixei de sair de casa.» Esta descrição é mais útil do que tentar escolher entre dois diagnósticos antes da consulta.

O que registar antes de uma consulta

Durante alguns dias habituais, registe alguns pormenores concretos. O objetivo é encontrar padrões sobre os quais possa conversar com um profissional, não provas de que tem uma perturbação. Pare de fazer registos se isso aumentar as verificações ou o sofrimento.

  • Quando começa o medo e o que estava a acontecer imediatamente antes.
  • O que receia que aconteça e o que faz para o evitar.
  • Como muda o sono quando outro adulto de confiança cuida do bebé.
  • Que tarefas diárias adia, repete ou evita por causa do medo.
  • Qualquer sintoma físico novo, complicação do parto ou alteração recente da sua saúde.
  • Qualquer momento em que duvide da sua capacidade de se manter em segurança.

Leve as notas ao obstetra, ao médico de família ou ao terapeuta. Leve também uma lista de tudo o que toma, incluindo produtos vendidos sem receita. Pergunte a um médico ou farmacêutico sobre a segurança durante a gravidez ou a amamentação. Não comece nem deixe de tomar medicamentos ou suplementos com base num artigo.

O que pode tornar a próxima hora mais fácil

Comece por uma ação que reduza as exigências sem alimentar um ciclo de verificações. Coma algo simples, entregue uma tarefa definida a um adulto de confiança, afaste-se de relatos alarmantes na internet ou assente os pés no chão e descreva o que vê e ouve. Os exercícios de respiração podem ser desconfortáveis para algumas pessoas, sobretudo se prestar atenção ao corpo aumentar o medo. Pode escolher outra forma de se orientar no momento presente.

Seja concreta ao pedir ajuda. «Pode mudar a próxima fralda e ficar comigo enquanto ligo ao médico?» é mais fácil de atender do que «Preciso de mais ajuda». Se não houver ninguém por perto, ligue para o centro de saúde ou para o consultório e diga que teve um bebé recentemente, que a ansiedade está a interferir com o sono ou com os cuidados ao bebé e que precisa de orientação sobre o apoio adequado.

A HelpClinic disponibiliza ferramentas breves de autoajuda, rotinas, um diário de emoções e orientação entre sessões de terapia. Pode ajudá-la a organizar o que quer conversar, mas não avalia sintomas, não presta terapia nem responde a emergências. Pode usar o plano gratuito sem introduzir os dados de um cartão.

Quando procurar cuidados profissionais

Contacte um profissional se o medo regressar constantemente, continuar sem conseguir dormir mesmo quando o bebé está em segurança com outra pessoa, passar grande parte do dia a fazer verificações ou evitar atividades essenciais. O obstetra ou o médico de família é um primeiro contacto útil, pois pode considerar causas físicas e de saúde mental. Peça uma avaliação de saúde mental no pós-parto e, se necessário, um encaminhamento.

Para encontrar um terapeuta, peça orientação ao médico de família ou no centro de saúde e pergunte por profissionais com experiência perinatal e vagas para novos clientes. Se tiver seguro de saúde, confirme que profissionais e consultas estão abrangidos. Outras possibilidades podem incluir apoio do empregador, se existir, clínicas universitárias ou profissionais com preços reduzidos. Antes de contar com um reembolso, confirme as condições com a seguradora.

Se sente que não consegue controlar o impulso de magoar alguém, não consegue distinguir o que é real ou pensa que alguém corre perigo imediato, ligue 112 ou dirija-se às urgências. Para apoio psicológico a qualquer hora, ligue para o SNS 24, 808 24 24 24, opção 4.

Perguntas frequentes

Como se sente a ansiedade pós-parto?

A ansiedade pós-parto pode manifestar-se como preocupação persistente, pensamentos acelerados, tensão física, irritabilidade ou dificuldade em descansar mesmo quando o bebé está seguro. Algumas pessoas ficam muito focadas na possibilidade de acontecer algum mal ou verificam repetidamente se há perigo. Registar quando estes sentimentos surgem, quanto tempo duram e como afetam o sono ou as tarefas diárias pode ajudar numa conversa com um profissional.

Em que difere a ansiedade pós-parto da depressão pós-parto?

Na ansiedade pós-parto, costumam sobressair o medo, a preocupação, a tensão e o estado de alerta constante. Na depressão pós-parto, podem ser mais marcados o humor persistentemente em baixo, a desesperança ou a perda de interesse. As duas experiências podem sobrepor-se, por isso um teste de rastreio ou um artigo não determina qual delas está presente. Descreva o padrão completo a um profissional qualificado, incluindo mudanças no sono, nos pensamentos, no humor e na vida diária.

Quando devo procurar ajuda para a ansiedade pós-parto?

Procure ajuda profissional se a ansiedade persistir, dominar o seu dia, impedir o descanso ou dificultar os cuidados consigo ou com o bebé. Não precisa de esperar até se tornar insuportável. Peça ajuda urgente se sentir que não consegue manter-se em segurança, recear magoar-se ou magoar outra pessoa, ou ficar confusa ou desligada do que se passa. Em perigo imediato, ligue 112; para aconselhamento psicológico a qualquer hora, ligue para o SNS 24, 808 24 24 24, opção 4.